A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO HERÓI MODERNO EM “AS CORES DA BOLINHA DA MORTE” , DE IGNÁCIO LOYOLA BRANDÃO

Antonia Marly Moura da SILVA, Francisco Edson Gonçalves LEITE

Resumo


As mudanças sociais ocorridas com o advento da modernidade desenham uma visão globalizante de cultura que coloca em crise o mito da identidade heterogênea, interferindo na forma de designar simbolicamente a identidade dos indivíduos. Na literatura esta problemática constitui uma linha  de força fundada na relação existente entre história e ficção, configurando-se como o aspecto determinante de uma estética inteiramente sintonizada coma sociedade, o que Candido (2000) denomina de “nova narrativa” – tendência atual entre nossos escritores de manifestar  preocupação ideológica por meio da ficção, investindo em traços inovadores na técnica e na concepção de narrativa. Sob tal enfoque, este artigo pretende analisar a constituição do (anti-)herói moderno no conto “As cores da bolinha da morte” de Ignácio de Loyola Brandão. Trata-se de destacar que , nessa narrativa, a perda da sombra vivida pelo protagonista do conto e sua busca angustiante por resgatá-la é um traço representativo da imagem de um individuo inserido numa sociedade moderna. O ponto focal da trama é a procura pela essência do ser em um cenário que evidência a condição miserável e marginal  de um indivíduo submetido á neurose e à violência  da grande cidade. O personagem central da história empreende uma busca impulsionada por desejos individuais num mundo degradado, configurando uma descontinuidade entre homem e mundo- premissa central para a concepção de herói problemático tal como denomina Lucáks. Desse modo, para a leitura pretendida, teremos como referencia básica os postulados teóricos de Lucáks (1999,2000), Bakhtin (1988),  Candido(2000), entre outros.

PALAVRAS- CHAVE: Modernidade; Sujeito; (Anti-)herói.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v1i35.3574

      http://diadorim.ibict.br/handle/1/1356