PROCEDIMENTO GO-NO GO COM ESTÍMULOS COMPOSTOS COM ESQUEMA DE INTERVALO VARIÁVEL

Leandro da Silva Boldrin, Bruno Gusmão Esteves, Paula Debert

Resumo


Até o momento, todos os experimentos conduzidos com o procedimento go/no-go com estímulos compostos com humanos utilizaram esquemas de reforçamento conjuntivo FR1 e VT 2,5, sendo desconhecidos os efeitos de outros esquemas de reforçamento neste tipo de procedimento. O objetivo deste estudo consistiu em verificar os efeitos de um esquema de reforçamento de intervalo variável (VI) na produção de relações condicionais por meio do procedimento go/no-go com estímulos compostos com humanos. Quatro participantes foram submetidos a uma tarefa no computador, dividida em três fases. Na Fase 1, foram treinadas as relações AB e BC. Respostas emitidas diante dos estímulos compostos A1B1, A2B2, B1C1 e B2C2 eram seguidas de pontos em um esquema de reforçamento VI de 2,5 s. Respostas emitidas na presença dos estímulos compostos A1B2, A2B1, B1C2 e B2C1 não eram seguidas de consequências (i.e., extinção). Após obtenção de desempenhos acurados no treino, a emergência das relações de simetria (BA e CB) foram testadas na Fase 2 e a emergência das relações de transitividade (AC) e equivalência (CA) foram testadas na Fase 3. Todos os quatro participantes demonstraram as relações de simetria e três demonstraram as relações de transitividade e equivalência. Os resultados indicam que é possível produzir relações condicionais emergentes com o esquema VI no procedimento go/no-go com estímulos compostos em humanos, sendo este esquema de reforçamento uma possível alternativa ao esquema conjuntivo até então adotado como padrão neste tipo de procedimento.

Palavras-Chave: equivalência de estímulos, procedimento go/no-go, esquemas de reforçamento, humanos 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v12i1.3789