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RETOMAR PARA NÃO MORRER: O TERRITÓRIO KEWÁ MATAMBA E A EXPERIÊNCIA DO KILOMBU MANZO

Makota Cássia Kidoialê, Natiele Rosa De Oliveira

Resumo

O objetivo deste artigo é descrever os processos de constituição territorial do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, comunidade quilombola estabelecida em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. Pretendemos demonstrar como o território de Manzo tem sido criado e recriado pela comunidade ao longo do tempo, destacando os elementos estruturantes de sua formação e os diferentes agenciamentos mobilizados nesse percurso, desde seu estabelecimento na capital mineira, na década de 1950, até o recente processo de retomada do território Kewá Matamba, empreendido pela comunidade no ano de 2024. Nesse sentido, buscaremos evidenciar como a experiência do Kilombu tem sido atravessada por diferentes ações de desterritorialização por parte de agentes do Estado e do capital privado, no contexto de expansão urbana da cidade de Belo Horizonte e de crescimento do extrativismo minerário. Por fim, vamos abordar de que modo a luta pelo território agenciada pela comunidade de Manzo tem se constituído como elemento central na conformação de uma “política da vida”.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazonica.v17i1.16809



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