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Desigualdades, racismos e saúde mental em uma comunidade quilombola rural

Magda Dimenstein, Victor Hugo Belarmino, Maria Emanuelly Martins, Candida Dantas, João Paulo Sales Macedo, Jáder Ferreira Leite, Antonio Alves Filho

Resumo

Populações quilombolas são historicamente atingidas por amplas desigualdades sociais, que geram vulnerabilidades em vários âmbitos da vida cotidiana, associadas à saúde mental e à produção de sofrimento psíquico. Este artigo objetiva discutir a incidência de transtornos mentais comuns a partir da ótica da Determinação Social da Saúde. Aplicou-se questionário sociodemográfico, o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), e entrevista semiestruturada em uma comunidade quilombola rural. Observou-se que as experiências de sofrimento psíquico estão relacionadas às iniquidades sociais, à escassez de estratégias de apoio comunitário e de possibilidades de acolhimento e de cuidado culturalmente sensível na rede de atenção psicossocial, além de se apresentar de modo desigual entre homens e mulheres. O racismo institucional se revela em práticas em saúde que perpetuam as desigualdades que atingem as populações negras e do campo. Esses elementos impactam e revelam a intrínseca articulação entre gênero, raça, classe e saúde mental.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazonica.v12i1.8303

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