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Tartarugas na Amazônia: notas interpretativas sobre preservação entre os quilombolas do Alto Trombetas, Oriximiná, Pará

Juliana Cardoso Fidelis, Evillys Martins de Figueiredo

Resumo

Este artigo objetiva esboçar notas interpretativas sobre a concepção quilombola de preservação ambiental e como essa concepção se relaciona às ações de conservação operadas pelo ICMBio na região do Alto Trombetas (Oriximiná, Pará). Refletimos via narrativa do encantado João Diriguidon, articulando a figura do narrador, memória coletiva, reciprocidade e conhecimento local relativo às transformações advindas da sobreposição de duas Unidades de Conservação aos territórios quilombolas. A narrativa apresenta elementos da relação entre humanos, tartarugas e encantados no rio Trombetas; informa sobre acordos sociais e ecológicas quilombolas, e possibilita compreender a preservação em relação às ações de conservação do ICMBio. Nesse cenário de disputas e aproximações quanto ao futuro dos “bichos de casco”, em especial de Podocnemis expansa na Amazônia, concluímos que, apesar dos conflitos ligados às restrições de uso de recursos ambientais nas unidades, preservação e conservação não são conceitos incomensuráveis, mas partes diferentes de um processo que objetiva a salvaguarda das tartarugas.

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazonica.v12i1.8502

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