Implementação do Open Banking no Brasil sob a ótica Institucionalista e Keynesiana
Resumo
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem passado por uma série de transformações impulsionada pelo avanço da tecnologia e pelas demandas crescentes dos consumidores por serviços financeiros mais eficientes. Nesse contexto, o open banking ganha destaque como uma inovação da maneira como as organizações financeiras compartilham informações entre si e como os clientes interagem com elas. Essa nova ferramenta diz respeito à política de compartilhamento padronizado de dados entre organizações financeiras reguladas, permitindo o acesso controlado a informações financeiras dos clientes. Diante desses aspectos, esta pesquisa objetiva interpretar a implantação do open banking, a partir da ótica das mudanças institucionais que acompanham essa política. Para isso, se baseia nas teorias institucionalista e keynesiana, uma vez que estas permitem compreender as transformações econômicas que estão na base das relações financeiras e socioculturais decorrentes do open banking. Além disso o estudo apresenta uma série de indicadores que revelam a evolução recente desse sistema. Os resultados demonstram que, em função de impedimentos condizentes ao atual cenário econômico brasileiro, esse ideal de funcionalidade e produtividade do open banking ainda enfrenta barreiras burocráticas e sociais que limitam a possibilidade de mensurar resultados positivos importantes para as instituições.
Palavras-chave
Open banking. Sistema Financeiro. Economia Institucional. Economia Keynesiana.
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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/cepec.v14i3.17425
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