O CONCEITO DE LIBERDADE E GRAÇA DIVINA À LUZ DE AGOSTINHO DE HIPONA
Resumo
Este artigo objetiva refletir o conceito de liberdade e graça divina à luz de Agostinho de Hipona. A questão da liberdade humana, movida por uma vontade intrínseca original, tornou-se uma das grandes revelações históricas e, se não, umas das principais contribuições de análise e aprofundamento teórico no contexto ocidental, em detrimento ao reducionismo humano da cultura grega. Com efeito, o apologista buscou entender o caráter antropológico do livre arbítrio numa perspectiva teológico-filosófica, cuja capacidade de tomadas de decisões na vida resulta de uma escolha proveniente da razão, mas, sobretudo, da vontade. Logo, o conhecimento da realidade que nos circundam captado pelos sentidos e habilidades cognoscitivos, não são fatores determinantes para a compreensão da complexidade do fenômeno existencial, pois, na medida em que a razão conhece, a vontade é que definitivamente escolhe. Dito isso, segundo o ponto de vista do hiponense, a vontade humana está revestida de carência devido sua natural ter sido marcada e debilitada pelo mal moral ou pecado de origem. Dessa forma, o conceito da graça divina é um fenômeno que se apresenta como auxílio necessário e suficiente para a reintegração da liberdade e vontade livre no gênero humano.
Palavras-chave
Agostinho de Hipona. Liberdade. Vontade. Graça. Deus.
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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/complexitas.v9i1.16219
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