Complexitas – Revista de Filosofia Temática

SOBRE A MORTE E O MORRER NO SÉCULO XIX: UM DIÁLOGO HISTORIOGRÁFICO COM A MODERNIDADE

Kelly Chaves Tavares

Resumo

Este ensaio tem o objetivo promover uma discussão historiográfica entre as representações sobre a morte e as concepções do bem morrer no século XIX dialogando, para tanto, com o conceito de modernidade advindo das reflexões de Marshall Berman. As reflexões a serem feitas no decorrer deste ensaio dizem respeito aos simbolismos atribuídos à morte pelos homens e mulheres dos oitocentos, sentidos nos quais se entrelaçavam signos religiosos e sociais, envolvendo nestas concepções problemas sociais, a exemplo da pobreza, marginalidade das classes populares e estratégias de controle por parte de administradores públicos, higienistas e autoridades da segurança pública durante a vivência da modernidade e do público e o privado como esferas bastante interligadas.


Palavras-chave

Morte, Boa Morte, Modernidade, 2ª Revolução Industrial, Século XIX.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/complexitas.v4i2.8056



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