Cabeçalho da página

A Colonialidade e as Intersecções de Gênero, Raça e Sexo na Obra “O Alegre Canto da Perdiz” de Paulina Chiziane

Maria Ivonete Coutinho da Silva

Resumo

Resumo:

Este artigo analisa o romance “O Alegre Canto da Perdiz”, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, com o objetivo de evidenciar as manifestações da colonialidade na narrativa a partir dos discursos e posicionamentos das personagens. Com base no contexto socioliterário e na teoria da interseccionalidade, o estudo discute a colonialidade do poder e de gênero, destacando a relação entre raça, gênero e classe na manutenção das estruturas de dominação no sistema social e capitalista vigente.

 

Palavras-Chave: Colonialidade. Interseccionalidade. Gênero. Raça. Sexo.


Texto completo:

PDF

Referências


BUCAIONI, Marco. Uma escritora em trânsito das margens da periferia subalterna para o centro do sistema literário mundial: em torno do caso de Paulina Chiziane. Lisboa: CLEPUL/FLUL, 2020.

BILGE, Sirma. Théorisations féministes de l’intersectionnalité. Diogène, v. 1, n. 225, p. 70–88, 2009.

CHIZIANE, Paulina. O alegre canto da perdiz. Porto Alegre: Dublinense, 2018.

COLLINS, Patricia Hill. Intersectionality: a knowledge project for a decolonizing world? In: COLÓQUIO INTERNACIONAL INTERSECTIONNALITÉ ET COLONIALITÉ: DÉBATS CONTEMPORAINS, 2014, Paris. Comunicação oral. Paris: Université Paris Diderot, 28 mar. 2014.

COSTA, Cláudia de Lima. Feminismo e tradução cultural: sobre a colonialidade do gênero e a descolonização do saber. Portuguese Cultural Studies, v. 4, p. 41–64, out. 2012.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020.

FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flavia Rios e Márcia Lima. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça: interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social, São Paulo, v. 26, n. 1, 2014.

HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça: interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. In: HIRATA, Helena et al. Dicionário crítico do feminismo. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2020.

LUGONES, María. Colonialidad y género. Tabula Rasa, Bogotá, n. 9, p. 73–101, jul./dez. 2008.

MACIEL, Regimeire Oliveira. A vitalidade do pensamento de Lélia Gonzalez [livro eletrônico]. 1. ed. São Caetano do Sul, SP: Instituto Conhecimento Liberta, 2023.

MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido do retrato do colonizador. Tradução de Marcelo J. de Moraes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Tradução de Marco Oliveira. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 94, 2017.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder e classificação social. In: QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2015.

REAL, Eduardo de Oliveira Soares. Razão e fé. Razão e Fé, v. 23, n. 2, p. 45, 2021.

RIOS, Flávia. Feminismo decolonial. In: VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora, 2020.




DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rcga.v0i28.20179

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Científica Gênero na Amazônia - Periodicidade semestral - Qualis B-2 - unificado referente ao quadriênio 2017-2022

Redes sociais virtuais:

https://gepem-ufpa.com.br/

https://www.facebook.com/projetogepem/

https://www.instagram.com/gepemufpa/

https://gepemacontece.blogspot.com/

https://www.observatorioregional-gepem.com.br/


E-mail para contato:

 generonaamazonia@gmail.com