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Literatura, história e memória na América Latina

 

Organizadores:

Profa. Dra. Alejandra Francisca Bottinelli Wolleter (Universidad de Chile)

Prof. Dr. Carlos Henrique Lopes de Almeida (Universidade Federal da Integração Latino-americana - UNILA)

 

 

A América Latina, um continente inventado e assediado por políticas da desmemoria, parece oferecer espaço propício para a transliteralização de esquemas de resistência memorialísticas, narrativas e histórias. O grande mosaico, formado a partir de paisagens e experiências, nem todas suas. Palco para o descortinar de narrativas que vão do fantástico ao mais concreto, do mais individual ao coletivo na construção dessa identidade narrativa.

O grande número de estudos sobre a memória latinoamericana, seja fonte ou fenômeno histórico, reforça a importância de discussões e reflexões teórico-metodológicas. Esse exercício coloca em questão a pretensa objetividade histórica frente à subjetividade, presente nas narrativas da memória que transitam na fronteira entre literatura e história.

Nesse sentido, este dossiê, intitulado Literatura, história e memória na América Latina, procura abrigar trabalhos frutos de estudos sobre obras com temáticas que discutam, a partir da América Latina, as relações entre literatura e memória, história e literatura, subjetividades resistentes e memórias oficiais, memórias geracionais coletivas, autoficções de infância, escritas do eu feminino, os chamados “gêneros menores” da memória, as formas textuais e discursivas que adquirem as relações de gênero, sexo, classe social e poder na elaboração da memória, enfatizando as relações de poder/submissão/subversão, presentes nos diversos usos da memória. Serão igualmente muito bem-vindos estudos que proponham novos conceitos ou categorias e/ou que procurem debater questões epistemológicas e abordagens teórico-metodológicas relacionadas a esses usos da memória na América Latina, sem perder de vista a tríade referida.

 

 

Literatura, historia y memoria en América Latina

 

América Latina, un continente inventado y acosado por políticas de la desmemoria, parece ser un lugar propicio para la transliteralización de esquemas de resistencias memorialísticas, narrativas, historias y contrahistorias. Podemos imaginar esos relatos como un gran mosaico, formado a partir de paisajes y experiencias, no todas suyas, o como un palco para la emergencia de narrativas que van desde lo fantástico a lo la realidad factual y de lo más individual a lo colectivo en la construcción de esa identidad narrativa.

Un gran número de estudios sobre la memoria latinoamericana, ya como fuente ya como fenómeno histórico y discursivo, subrayan la importancia de discusiones y reflexiones teórico-metodológicas en torno al ejercicio memorialístico. Ese ejercicio pone en el centro la pretendida objetividad histórica ante la subjetividad, siempre en tensión en las narrativas de la memoria que circulan en la frontera entre literatura e historia.

En ese marco, este dossier  Literatura, historia y memoria en América Latina pretende recibir trabajos que sean resultados de estudios sobre obras, temáticas y abordajes teórico-metodológicos diversos que discutan, en América Latina, los acercamientos  entre literatura y memoria, historia y literatura, subjetividades resistentes y memorias oficiales, memorias generacionales, autoficciones de infancia, escrituras del yo femenino, los llamados “géneros menores” de la memoria, las formas textuales y discursivas que adquieren las relaciones de género, sexo, clase social y poder en la elaboración de la memoria, entre otros ejes que enfaticen sobre todo las relaciones de poder/sumisión/subversión en los diversos usos de la memoria, así como aquellas cuestiones epistemológicas y también políticas implicadas en las fricción entre campos de tenues fronteras como son la literatura, la memoria y la historia.

 

Profa. Dra. Alejandra Francisca Bottinelli Wolleter (Universidad de Chile)

Prof. Dr. Carlos Henrique Lopes de Almeida (Universidade Federal da Integração Latino-americana - UNILA)