O furacão Hilda e a repressão: metaficção historiográfica e linhas de fuga cartografando sentidos
Resumo
Este artigo analisa o romance Hilda Furacão (1991), de Roberto Drummond, sob a perspectiva da metaficção historiográfica e do conceito deleuziano de linhas de fuga. A obra, ambientada no período que antecede o golpe militar de 1964, apresenta uma protagonista transgressora, cujas ações desafiam as estruturas de poder e as convenções sociais da época. A partir da perspectiva de Antonio Candido sobre a literatura como direito inalienável e instrumento de consciência crítica, examina-se como a narrativa drummondiana constrói um espaço de resistência contra regimes opressores. Os conceitos mobilizados articulam breve diálogo com alguns elementos sobre a concepção de história em Walter Benjamin para demonstrar como a obra subverte narrativas hegemônicas, criando fissuras no discurso oficial e propondo cartografias alternativas de existência. Entrelaçando personagens marginalizados, história e ficção, a obra oferece uma leitura crítica do Brasil pré-golpe militar, evidenciando o potencial revolucionário dos personagens que propõem transformações sociais e subjetivas.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i70.19889












