Clara dos Anjos, relações de trabalho e de raça
Resumo
Sob as marcas de um passado escravocrata, Clara dos Anjos (2012) discute o preconceito de cor e contextualiza a transição de um modelo de produção escravista para o trabalho assalariado. No romance, o escritor inaugura um realismo crítico a partir da história de Clara, uma jovem moradora do subúrbio do Rio de Janeiro e filha de carteiro, que é seduzida por um rapaz da vizinhança que a abandona. Desse modo, o artigo tem como objetivo investigar os recursos ficcionais utilizados por Lima Barreto para a discussão racial e as relações de trabalho retratadas na obra. A narrativa denuncia a exclusão social e os problemas de uma sociedade heterogênea que é impactada pela ausência de políticas públicas. Para tanto, mobilizamos o conceito de disjunção esboçado por Luís Bueno (2021), os estudos de Djamila Ribeiro (2019), Grada Kilomba (2019) e Lélia Gonzalez (2020)para analisar a maneira que a mulher negra é representada; Além de Octavio Ianni (1988) e Osman Lins (1976) para discutir o movimento da literatura negra no Brasil.
Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i70.20202












