A autoficção de Virgínia Cavalcanti – os tortuosos caminhos do exílio e o limitado cumprimento dos direitos humanos
Resumo
O artigo discute aspectos autoficcionais presentes na narrativa Exílio na primeira classe: romance (2018), de Virgínia Cavalcanti, evidentes a partir da mescla de componentes fictícios e fatos históricos ambientados no período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na obra, a escritora explora uma das consequências mais nefastas dos regimes totalitários: o exílio forçado e o comprometimento de direitos humanos básicos, tais como a liberdade de ir e vir. Tendo se exilado em Londres entre 1971 e 1974, Cavalcanti ficcionaliza, em primeira pessoa, o duro cotidiano de um grupo heterogêneo de exilados brasileiros, que incluía artistas, educadores, economistas e outros intelectuais que, mesmo à distância, acompanhavam de perto os desdobramentos do tenso ambiente político da América Latina. A respeito da autoficção, o artigo evidenciará conceitos de autores como Doubrovsky (2014) e Lecarme (2014); sobre o exílio, Rollemberg (1999) e Sznajder; Roniger (2009); e sobre a anistia e esquecimento institucional, Seligmann-Silva (2022).
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i70.20963












