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As conferências ambientais da ONU e o prêmio Nobel da Paz: ganhos intangíveis em declínio?

Jefferson Wagner e Silva Galvão, Carlos Eduardo de Souza Siqueira, Ana Flávia Barros-Platiau

Resumo

 O objetivo do estudo é descortinar as possibilidades de ganhos intangíveis decorrentes das Conferências Ambientais da ONU. O Prêmio Nobel da Paz de 2017, atribuído a uma ONG que militou pela proibição total das armas nucleares demonstra o quanto as sociedades se organizam pela paz. Em 2007, Al Gore Jr. e o IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas) já haviam dividido esse prêmio por seus esforços para desenvolver e disseminar maior conhecimento sobre mudanças climáticas. Entretanto, a Rio+20 foi considerada como um fracasso anunciado. Mas, não haveria ganhos intangíveis a considerar após décadas de debates sob a égide da ONU para a construção de consenso sobre a governança global ambiental? Foi realizada uma avaliação qualitativa dessas conferências e de artigos científicos. Os resultados apontam ganhos intangíveis dentro e fora do sistema onusiano. Concluímos que essas conferências geram ganho social global a partir da participação que proporcionam. Neste sentido, as conferências foram muito exitosas


Palavras-chave

Clima; Rio+20; Ganhos tangíveis e intangíveis; espaço público internacional


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DOI: http://dx.doi.org/10.5801/ncn.v13i3.5429

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