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Análise da formação do complexo social e econômico da Amazônia brasileira no período colonial (1612-1822) (Paper 590)

Eduardo José Monteiro da Costa

Resumo

Este artigo procura analisar as principais características da formação do complexo social e econômico da Amazônia brasileira no período colonial (1612 – 1822), entendendo que o processo histórico envolve elementos multidimensionais de caráter cultural, social, político e econômico, interconectados e interdependentes no tempo e espaço. Parte do pressuposto de que a espacialidade do desenvolvimento e a dependência de trajetória somente podem ser melhor compreendidas ao se analisar por meio de camadas históricas sucessivas a forma como as elites, em especial as políticas e econômicas, tornaram os seus projetos hegemônicos, moldaram a ordem social e as características de funcionamento do Estado e estabeleceram mecanismos de controle da violência. Assim, valendo-se de um aporte neoinstitucionalista, divide-se em três partes: (i) a primeira apresenta uma breve síntese dos apontamentos mais gerais da perspectiva analítica neoinstitucionalista, destacando a relação entre instituições, elites e desenvolvimento; (ii) a segunda descreve as características mais gerais da dinâmica econômica da Amazônia colonial, enfocando a formação institucional regional e o ciclo das drogas do sertão; (iii) a terceira enfoca a relação entre as elites, a formação da coalizão dominante e o controle da violência.

Palavras-chave: Amazônia colonial. Elites. Drogas do sertão.

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/papersnaea.v1i1.20118

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