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APRESENTAÇÃO CRIAÇÕES E VIDAS MULTIESPÉCIES EM TEMPOS DE CATÁSTROFES – PARTE 1

Susana Oliveira Dias, Tiago Amaral Sales

Resumo

O presente tem se anunciado como um tempo de colapsos, catástrofes e precariedades. Inundações, secas, tornados, ondas de calor, endemias, epidemias, pandemias, contaminação severa dos corpos, solos, águas e ar, flexibilização das legislações ambientais, extinção de espécimes e de relações, aumento da devastação das matas… tudo isso nos atravessa e impacta diretamente nossos modos de vida, de pesquisa e de criação. Todos nós – humanos e não humanos – somos permeados por esses acontecimentos, mas não da mesma maneira. Como lembra Elizabeth Povinelli (2024, p. 58), aqueles “[...] que trazem no corpo a realidade da catástrofe ancestral do colonialismo e da escravidão” estão mais expostos e vulneráveis. Ensejando ensaiar caminhos possíveis em um mundo em ruínas, este dossiê temático se propõe a pensar, sentir, viver as alianças com seres mais que humanos (rios, montanhas, pedras, plantas, animais, fungos, coisas…), a dar a ver e escutar como essas alianças têm sido potentes para os nossos processos criativos. Por isso nos perguntamos: ao experimentar tais simbioses nas artes e humanidades, quais criações coletivas seriam possíveis em tempos marcados pelas mudanças climáticas e por uma série de catástrofes? Desejávamos, com esse caminho, romper com as visões de uma Terra/terra arrasada, triste e morta para ecoar maneiras de criar mundos outros. Assim, convocamos, neste dossiê temático, práticas artísticas em suas interfaces inter/transdisciplinares que se anunciassem como viáveis em nossas vivências multiespécies.



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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/arteriais.v12i23.20876

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