APRENDIZAGEM DE RELAÇÕES EMERGENTES POR EXCLUSÃO EM CRIANÇAS DE 2 A 3 ANOS

Leylanne Martins Ribeiro de Souza, Naiara Minto de Sousa, Maria Stella Coutinho de Alcantara Gil

Resumo


O responder por exclusão é um fenômeno robusto da aprendizagem de vocabulário. A aprendizagem de relações emergentes por exclusão em crianças menores de 36 meses de idade, entretanto, ainda requer comprovação. Este estudo teve como objetivo verificar a aprendizagem das relações nome-objeto, após uma única tentativa de exclusão e após repetições de tentativas similares à tentativa de exclusão. Em uma creche, foi solicitada a oito participantes, com 27 a 36 meses de idade, a seleção de objetos condicionalmente a palavras faladas, em tarefas de emparelhamento com o modelo auditivo visual. O procedimento geral incluiu: ensino de relações de linha de base (LB); sondas de exclusão, de aprendizagem e de controle; teste de nomeação de estímulos e avaliação do repertório verbal. Caso o critério de acerto nas sondas de aprendizagem não fosse obtido, era conduzida a reexposição ao procedimento geral. Se não fosse atingido o critério de aprendizagem de relações de LB, era conduzido um procedimento adicional de ensino, envolvendo aumento progressivo do número de comparações e diminuição do número de tentativas. Cada participante foi reexposto ao procedimento geral, e quatro participantes ao ensino adicional da LB. Três de oito participantes aprenderam a relação nome-objeto e tiveram desempenho acurado na sonda controle. Observou-se que o maior número de exposições a tentativas similares à tentativa de exclusão aumentou a probabilidade de ocorrência da aprendizagem da relação nome- objeto.

Palavras-chave: responder por exclusão, sondas de aprendizagem, discriminações condicionais, repertório de ouvinte, crianças pequenas. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v12i1.3788