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ENSAIO ETNOGRÁFICO: EXPRESSÕES E ESCRITAS CAMPONESAS COMO LUGAR DA MEMÓRIA NAS BARRAGENS DE TUCURUÍ E BELO MONTE

Matheus Benassuly, Aquiles Simões, Sônia Magalhães

Resumo

Este ensaio etnográfico faz do uso da fotografia e da escrita de si (FOUCAULT, 1992a)
os seus principais instrumentos à compreensão da realidade vivida pelos camponeses
submetidos a uma situação de injustiça socioambiental provocada pela construção das barragens de Tucuruí e Belo Monte, remarcando o lugar da memória (NORA, 1993) e da resistência frente a tal situação, vivida em momentos e em contextos distintos. As expressões da vida camponesa à jusante da Hidrelétrica de Tucuruí são evidenciadas nas imagens dos
ribeirinhos da comunidade Açaizal enquanto que as fotos dos escritos nos cadernos de Lucimar
Barros da Silva, ou simplesmente Lúcio, encarnam e anunciam a dor e o lamento de
um camponês que vê seu modo de vida ameaçado pelo deslocamento compulsório  incitado pela construção de Belo Monte, exatamente na área alagada pela barragem.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/raf.v0i10.4436

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