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A Agricultura Familiar nas Frentes de Colonização da Transamazônica: ensaio crítico sobre as abordagens agroeconômicas

Gérard Roy

Resumo

A agricultura familiar nas frentes de colonização da Transamazônica começa a adquirir direito de cidadania, depois de trinta anos de violentas lutas e atestados pela multiplicidade dos programas de intervenção a ela dirigidos por ONG’s e pelo Estado. Qual a eficácia desses programas? Importa aqui saber qual forma de existência concreta da agricultura familiar praticada pelos agricultores. A análise crítica dos programas revela que eles são construídos sobre a pressuposição da existência do agricultor familiar de mercado. A observação atenta da prática dos agricultores mostra uma realidade mais complexa: ao lado dos produtores de mercado no sentido estrito, existe uma quantidade importante de agricultores cuja atividade de produção, mesmo estando ligada ao mercado, é orientada para a reprodução da família e não para o lucro. Esta distinção é de grande importância teórica e prática do ponto de vista da concepção das políticas agrícolas, de sua eficácia e da comunicação entre agentes de intervenção e agricultores.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/raf.v1i3.4526

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