Logo do cabeçalho da página Agricultura Familiar: Pesquisa, Formação e Desenvolvimento

Convivência com o semiárido: interação social, ambiental e tecnológica com a Caatinga

Carlos Alberto Lins Cassimiro, Francisco Sales Oliveira Filho, Ednaldo Barbosa Pereira Junior, Selma Santos Feitosa, Eliezer Cunha Siqueira

Resumo

O presente estudo de revisão bibliográfica propõe o esclarecimento conceitual sobre a problemática da agricultura brasileira no semiárido, apresentando componentes de valor ecológico e social, a exemplo da utilização de tecnologias para mitigar os efeitos da seca, permitindo a autonomia e a convivência do agricultor (a) familiar de forma digna, observando os problemas do semiárido como expressões políticas e não somente ambientais. O processo de desenvolvimento agrícola no nordeste brasileiro tinha em seu amago a ideia de combate à seca, contudo, seca não se combate, se convive. Junto com a percepção de combate vêm as tecnologias exógenas, desprezando os saberes populares, pauperizando o campo e aumentando o êxodo rural. A mudança de postura da vida rural rompeu com o atavismo cultural dos povos, sendo necessário que os centros de pesquisas, sociedade e políticas acompanhem essas mudanças, não confundido o saber popular com velho ou anacrônico, pois esse saber carrega em sua gênesis, conhecimentos de suma importância para as presentes e futuras gerações.


Texto completo:

PDF

Referências


ALTIERI, M. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. 3. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2012. 400 p. Rosa L. Peralta.

ARTICULAÇÃO SEMIÁRIDO BRASILEIRO (ASA). Caminhos para a Convivência com o Semiárido. . Acesso em: 15 Dezembro 2018. Recife, 2009.

ARY, J. C. A. FNE e o Semiárido: Da Obrigação à Otimização. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, Ce, v. 44, n. 1, p.199-212, jun. 2013.

BAPTISTA, N. Q. As Tecnologias sociais e seu papel na transformação da sociedade. In: SANTOS, A. P. S.; CUNHA, A. R. B. A.; DENIS, A. A. C.; PEREZ-MARIN, A. M. Vivências e Práticas para a Coabitação no Semiárido Brasileiro: ensaios e reflexões. 1. ed. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2016. v. 1. P. 3-206.

BOFF, L. Sustentabilidade: O que é - O que não é. Ed. 4. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

CASSIMIRO, C. A. L.; OLIVEIRA FILHO, F. S.; SILVA, E. A.; FEITOSA, S. S.; SIQUEIRA, E. C.; SILVA, M. G. Lâminas de água múltiplas via sistema de irrigação subsuperficial no cultivo de alface do grupo crespa. Revista Brasileira de gestão ambiental, v. 13, p. 08-12, 2018.

CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 9. ed. São Paulo: Ática, 1997.

CUNHA, E. Os Sertões. São Paulo: Editora Brasiliense S.A., 1985.

FERREIRA, A. B. H. Dicionário Aurélio da língua portuguesa. 5 ed. Curitiba, Paraná: Positivo, 2010.

FONSECA, W. L.; FON, W.; OLIVEIRA, A. M.; VOGADO, G. M. S.; SOUSA, G. T.; SOUSA, T. O.; SOUSA JÚMIOR, S. C.; LUZ, C. S. M. Causas e consequências do êxodo rural no nordeste brasileiro. Nucleus (ituverava), v. 12, p. 273-279, 2015.

FREIRE, P. Extensão ou Comunicação? 17. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015. 127 p.

GHEYI, H. R.; PAZ, V. P. S.; MEDEIROS, S. S.; GALVÃO, C. O. Recursos hídricos em regiões semiáridas: estudos e aplicações. Campina Grande, Pb: INSA, 2012.

LEONEL JÚNIOR, G. Direito à Agroecologia: a viabilidade e os entraves de uma prática agrícola sustentável. 1. ed. Curitiba: Prismas, 2016. v. 1. 148p.

MALTHUS, T. Ensaio Sobre a População. Ed. 10, São Paulo, SP: Abril Cultural, 1982 (1798).

MALVEZZI, R. Semiárido: Uma Visão Holística. Brasilia: Ltda, 2007. 140 p

Sistema de Gestão da Informação de do Conhecimento do Semiárido, INSA (2012). Disponível em:< http://sigsab.insa.gov.br/desertificacao> Acesso em: 16 de março de 2019.

MALVEZZI, R. Uma conceituação processual e holística da convivência com o semiárido. In: SANTOS, A. P. S. (Org.); CUNHA, A. R. B. A. (Org.); DENIS, A. A. C. (Org.); PEREZ-MARIN, A. M. (Org.). Vivências e Práticas para a Coabitação no Semiárido Brasileiro: ensaios e reflexões. 1. ed. Campina Grande: Instituto Nacional do Semiárido, 2016. v. 1. P. 3-206.

NEVES, D. P.. Agricultura Familiar. In: CALDART, R. S.; PEREIRA, I, B.; ALENTEJANO, P.; FRIGOTTO, G. Dicionário da Educação do Campo. 1ed.São Paulo: Expressão Popular, 2012, v. 1, p. 3-777.

NOVAES, H. T.; DIAS, R. Contribuições ao Marco Analítico Conceitual da Tecnologia Social. In: DAGNINO, R. P. Tecnologia Social: ferramenta para construir outra sociedade. Campinas: IG/ UNICAMP, 2009. 95p.

OLIVEIRA FILHO, F. S.; CASSIMIRO, C. A. L.; SILVA, R. T.; SILVA, E. A.; SIQUEIRA, E. C. Produção de hortaliças com o uso eficiente de água em propriedades rurais do sítio barrocas, Sousa-PB. Práxis: Saberes da Extensão, v. 6, p. 68-76, 2018.

SANTANA, M. V.; Os Sertões, de Euclides da Cunha e Mensagem, de Fernando Pessoa: Uma Leitura Sebastianista. Revista Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação Ano 5 - Edição 1 – Setembro -Novembro de 2011.

SILVA, J. F. G. O que é questão agrária. 18. ed. São Paulo/SP: Brasiliense, 1998. 114p.

SIQUEIRA FILHO, J. A. et al. A flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson, 2012.

SUASSUNA, J. Semiárido: proposta de convivência com a seca: Proposta de convivência com a seca. Caderno de Estudos Sociais, Recife, PE, v. 1, n. 23, p. 135-148, jan. 2007.

TARDIN, José Maria. Cultura Camponesa. In: CALDART, R. S.; PEREIRA, I, B.; ALENTEJANO, P.; FRIGOTTO, G. Dicionário da Educação do Campo. 1 ed.São Paulo: Expressão Popular, 2012, v. 1, p. 3-777.




DOI: http://dx.doi.org/10.18542/raf.v13i1.6783

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.