Tecituras do habitar: encontros e existências nos quilombos de Laranjal e Cambambi-MT
Resumo
Este artigo propõe uma etnografia dos modos de cuidado do Cerrado mato-grossense a partir das experiências vividas com os coletivos quilombolas de Laranjal e Morro de Cambambi. Nessas vivências, tempo e matéria se entrelaçam em uma paisagem viva, composta por terras plurais — preta, branca, vermelha — que sustentam relações singulares com plantas, águas, pedras, animais e encantados. A terra é corpo, e os lugares, moradas que mantêm o Cerrado pulsando. Diante do colapso, emergem formas de cuidado que desafiam a centralidade do humano, abrindo espaço para outros fluxos e presenças. A reflexão parte dos encontros que me atravessaram e seguem provocando, ao desestabilizar formas habituais de perceber a vida e o mundo.
Palavras-chave: Cerrado. Quilombo. Paisagem. Cuidado. Existência.Texto completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.1852/c4c.v9i2.20002
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