A humanidade do poema, a política da palavra: Notas a partir de “Poemas para os homens de nosso tempo” de Hilda Hilst
Resumo
Este ensaio[1] propõe uma reflexão sobre poesia e direitos humanos, na seara do que nos ensina Antonio Candido em seu famoso texto “O direito à literatura”, de 1984, a partir de uma leitura dos “Poemas para os homens de nosso tempo” de Hilda Hilst, publicados em 1974, em expressiva crítica ao regime militar e, sobretudo, à cassação da liberdade, que conforme os poemas, deve ser defendida sem concessões, seja ela ameaçada por ditaduras de direita ou de esquerda. Além disso, pretende-se explorar alguns caminhos para o diálogo interartes entre os poemas e obras de artistas plásticas latino-americanas do mesmo período. Busca, ainda, ressaltar o papel das mulheres intelectuais, alvos de censura, por serem atuantes na luta contra o estado de exceção.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i70.19892












