MOARA – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN: 0104-0944

Baladeira, estilingue, badogue, tinguila: variação no léxico do português falado em áreas indígenas e não indígenas da Amazônia Oriental

Eliane Oliveira da Costa, Regis José da Cunha Guedes

Resumo

Este estudo apresenta dados dialetais de variação lexical no português falado em áreas indígenas e não indígenas a partir dos corpora dos projetos Atlas Linguístico do Português em Áreas Indígenas (ALiPAI) e Atlas Léxico Semântico do Pará (ALeSPA). O estudo fundamenta-se nas abordagens da Geossociolinguística (Razky, 1998; Razky, 2010; Lima, Razky; Oliveira, 2020) e da Dialetologia Pluridimensional e Relacional (Radtke; Thun, 1999; Thun, 1998; Altenhofen; Thun, 2016). O trabalho objetiva mapear uma amostragem desses corpora, referente ao item lexical estilingue, no intuito de analisar comparativamente a distribuição diatópica das variantes em áreas indígenas e não indígenas. Foram entrevistados colaboradores de dois perfis semelhantes, sendo 10 por ponto de inquérito no ALiPAI e 4 no ALeSPA, estratificados por sexo, idade e escolaridade. Os dados analisados foram coletados in loco por meio da aplicação do Questionário Semântico-Lexical do projeto ALiB (Comitê Nacional, 2001). Os resultados demonstram a pluralidade do léxico do português falado em áreas indígenas e não indígenas da Amazônia Oriental, bem como mostram a variante baladeira como a mais produtiva nessas áreas, apontando um contínuo lexical.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v71i0.21031