MOARA – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN: 0104-0944

Literatura para quem? Acessibilidade, diferença e leitura literária: confabulações curriculares

Jamile Silva Rocha, Juliana Cristina Salvadori

Resumo

Este artigo propõe prática de leitura literária fundada na pedagogia da experiência de Jorge Larrosa Bondía (2002; 1999) e nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), sob a perspectiva da acessibilidade/acessibilização. Parte das interrogações: a quem se destina a literatura na cena da leitura literária na sala de aula? Como sair da armadilha das competências e habilidades que interdita o acesso à literatura por parte das pessoas/estudantes com deficiência? Como produzir práticas e experiências acessíveis, diversas e inclusivas de leitura literária na educação básica? Toma-se como metodologia a confabulação curricular, a partir de Deleuze (1997) e Haraway (2022) para, a luz das diretrizes do DUA (2024), afirmar a diferença como fundamento, firmar a diferenciação curricular como posicionamento ético e estético para currículos e práticas de leitura literária democráticos que contemplem a diferenciação como estratégia ética e pedagógica, e não como adaptação remediativa como produtora de justiça curricular.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v0i70.21114