A LINHA COLONIZADORA: REFLEXÕES SOBRE O CAVALO NA OBRA CHARROI DE BOIS DE CHARPENTE DE DEBRET
Resumo
Este artigo, situado no campo das artes visuais, propõe uma reflexão sobre a representação do cavalo como símbolo de trabalho e subordinação na gravura Charroi de bois de charpente (1835), de Jean-Baptiste Debret. Parte-se da problemática sobre como a arte visual pode expressar e naturalizar uma visão antropocêntrica e utilitarista sobre o corpo equino. A pesquisa adota análise temática com foco nas linhas como elemento gráfico estruturante, destacando uma observação gráfica acentuada designada Linha Colonizadora, utilizada para indicar mecanismos de subordinação inscritos na obra. Os resultados indicam que o cavalo é representado como extensão funcional, revelando tensão entre a supressão de sua complexidade e a exigência de força de trabalho. Conclui-se que a gravura apresenta processos históricos de instrumentalização desse ser, abrindo espaço para revisões críticas sobre histórias de interespécies construídas na linguagem visual.
Palavras-chave : Análise gráfica; cavalo; posições de interesse; Linha Colonizadora; representação visual.
A LINHA COLONIZADORA: REFLEXÕES SOBRE O CAVALO NO CHARROI DE BOIS DE CHARPENTE DE DEBRETResumo
Este artigo, situado no campo das artes visuais, propõe uma reflexão sobre a representação do cavalo como símbolo de trabalho e subordinação na gravura Charroi de bois de charpente (1835), de Jean-Baptiste Debret. O estudo aborda a questão de como a arte visual pode expressar e naturalizar uma visão antropocêntrica e utilitária do corpo equino. A pesquisa adota a análise temática, focando-se nas linhas como elemento gráfico estruturante, destacando uma observação gráfica enfatizada, aqui denominada Linha Colonizadora, utilizada para indicar mecanismos de subordinação inscritos na imagem. Os resultados sugerem que o cavalo é representado como uma extensão funcional, revelando tensões entre a supressão de sua complexidade e a demanda por trabalho. Conclui-se que a gravura apresenta processos históricos de instrumentalização desse ser, abrindo espaço para revisões críticas das hierarquias interespecíficas construídas na linguagem visual.
Palavras-chave: Análise gráfica; cavalo; hierarquias interespecíficas; Linha de Colonização; representação visual.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/arteriais.v12i23.18226
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