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DESAMPARO APRENDIDO E COMPORTAMENTO SUPERSTICIOSO: UMA INVESTIGAÇÃO DOS EFEITOS DE CONTIGUIDADE E DE CONTINGÊNCIA

Thaís Ferro Nogara de Toledo, Teresa Maria de Azevedo Pires Sério

Resumo

A apresentação de eventos ambientais independente das respostas tem produzido diferentes resultados com humanos: alguns estudos mostram o desenvolvimento de comportamento supersticioso; outros, o de desamparo aprendido. O objetivo da pesquisa foi investigar o papel do intervalo entre a apresentação do estímulo e as respostas dos sujeitos na produção desses efeitos. Para quatro grupos de participantes (n = 10), houve duas fases. Na primeira, os participantes do grupo contingente podiam fugir de um estímulo sonoro aversivo; os do grupo acoplado não contingente foram expostos aos mesmos sons, mas não podiam desligá-los; o grupo não contingente foi submetido a sons incontroláveis de 5 s em todas as tentativas; o grupo contingente com atraso podia escapar dos sons, mas a emissão da resposta de fuga iniciava um atraso, determinado pelo intervalo entre o término do som e a resposta precedente, para o grupo não contingente. O grupo controle (n = 10) foi submetido apenas à segunda fase, na qual todos os participantes podiam desligar os sons. Os resultados obtidos mostraram que o intervalo de tempo entre a alteração ambiental e a resposta precedente parece desempenhar um papel importante tanto na seleção e na manutenção do comportamento na primeira fase quanto na produção de desamparo aprendido na segunda fase.Palavras-chave: contiguidade, contingência, comportamento supersticioso, desamparo aprendido.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v6i2.1117