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O uso do Procedimento Blocado no Ensino de Discriminações Condicionais de Identidade para em Pessoas com Autismo: Efeitos do emprego de Três Estímulos Modelo

André A. B. Varella, Deisy G. de Souza

Resumo

O procedimento blocado é um dos procedimentos eficazes para o ensino de escolha de acordo com o modelo. O procedimento tipicamente emprega dois estímulos de comparação e alterna dois estímulos modelo em blocos com um determinado número de tentativas consecutivas, que é reduzido até que os modelos são apresentados aleatoriamente. Entretanto, o procedimento é considerado ineficiente por requerer um número grande de tentativas e ensinar apenas duas relações. O presente estudo investigou os efeitos do aumento de dois para três estímulos modelo na aprendizagem de relações de identidade em pessoas com autismo. Participaram do

estudo cinco indivíduos com autismo. Cada sessão tinha 24 tentativas; os passos iniciais apresentavam um mesmo estímulo modelo em uma sessão. À medida que o participante respondia com precisão, os três estímulos modelo eram apresentados em números de tentativas consecutivas cada vez menores na sessão: de 24 para 8, de 8 para 4, de 4 para 2; e em sequência aleatória. Depois de aprendidas novas relações de identidade, os participantes eram submetidos a um teste de generalização. Todos os participantes aprenderam relações de

identidade com pelo menos dois conjuntos de estímulos, embora procedimentos remediativos tenham sido necessários para alguns participantes. Quatro de cinco participantes demonstraram generalização do responder. O procedimento blocado funcionou para o ensino simultâneo de três relações condicionais, o que é importante para eficiência de ensino e evitar o estabelecimento de topografias de controle de estímulos irrelevantes. A discussão aborda questões acerca dos procedimentos e da programação de ensino de relações condicionais e identidade generalizada para indivíduos com atraso no desenvolvimento.

 

Palavras-chave: procedimento blocado; discriminação condicional de identidade; identidade generalizada; autismo


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v7i2.1450