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Autoclítico na proposta de B. F. Skinner para o Comportamento Verbal

Gabriel Spatafora, Nilza Micheletto

Resumo

Skinner (1992) realizou uma classificação do comportamento verbal, propondo operantes primários (mando, tato, ecoico, intraverbal, textual, transcrição) e indicou o autoclítico como secundário. Segundo Skinner, o autoclítico teria a função de modificar o efeito dos operantes primários, tornando-os mais efetivos na alteração do comportamento do ouvinte, conforme especificidades da interação, ocorrendo obrigatoriamente em conjunto com a composição, que envolveria a emissão de respostas verbais novas. O presente trabalho teve como objetivo apresentar aspectos centrais da definição do autoclítico e as classificações em diferentes tipos, proposta no livro Comportamento Verbal. Apresentamos aspectos indicados por Skinner para definir o conceito e descrições e classificações dos autoclíticos em diferentes tipos: descritivo, qualificativo, quantitativo e relacional. Destacamos a distinção de parâmetros da classificação de Skinner; para os operantes primários a classificação é feita por meio da análise da estimulação antecedente e consequente, para cada tipo de autoclítico é classificado em relação à maneira pela qual modifica ou especifica o efeito do operante primário. A partir das análises, evidencia-se a necessidade de ampliação de investigações teóricas, básicas e aplicadas sobre o comportamento autoclítico tanto em relação ao esclarecimento do conceito, como sobre variáveis que favorecem a aquisição do autoclítico, como das formas de controle que permitem que ele altere os operantes primários. 

Palavras-chave: autoclítico, gramática, composição, análise do comportamento, comportamento verbal.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v20i0.16417

Revista Brasileira de Análise do Comportamento/ Brazilian Journal of Behavior Analysis
ISSN 1807-8338 Versão Impressa / 2526-6551 Versão Eletrônica