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O LADO HUMANO DO COMPORTAMENTO ANIMAL

Kennon A. Lattal

Resumo

Um elemento importante na pesquisa comportamental com animais não humanos é que ela contribui para a compreensão do comportamento humano, o que aqui chamamos de o lado humano do comportamento animal. Este artigo examina as origens da comparação do comportamento humano com o de outros animais, as maneiras como tais comparações são descritas e considerações que surgem de avaliações da validade dessas comparações. A justificativa para tal comparação se originou no reducionismo da fisiologia experimental e no entendimento das similaridades de todas as formas de vida promulgado pela biologia evolucionária darwiniana. Mais recentemente foram adicionadas outras observações, tais como a simplicidade relativa do comportamento animal, afetadas por restrições impostas às comparações resultantes pela ausência do comportamento verbal em animais. A construção de comparações do comportamento humano com o de animais pode ser estruturada com base na distinção de Skinner (1957) entre as formas metafórica e genérica do tato estendido. Tanto a comparação sistemática quanto a ordinária do comportamento humano e animal são congruentes com a abordagem do tato estendido de Skinner. A consideração mais geral ao avaliar comparações do comportamento humano e animal é que seja estabelecida uma base funcional para a similaridade proposta. Análises sistemáticas e evidências convergentes podem contribuir também para a aceitação dessas comparações. Na análise final, portanto, conclusões sobre o lado humano do comportamento animal não são dedutivamente derivadas e raramente são avaliadas com base em seu valor pragmático e heurístico. Tais conclusões representam uma contribuição valiosa para o entendimento do animal humano e para o desenvolvimento  de soluções práticas para problemas no comportamento humano aos quais grande parte da psicologia se dedica.

Palavras-chave: comportamento animal, comportamento humano, extensão, metáfora, modelo, analogia,
simulação, extrapolação, generalização, avaliação


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v2i1.798