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RESPONDER POR EXCLUSÃO A PARTIR DE UMA LINHA DE BASE DE DISCRIMINAÇÕES CONDICIONAIS VISUAIS

Claudia Kami Bastos Oshiro, Deysi das Graças de Souza, Aline Roberta A. Costa

Resumo

Este trabalho investigou o responder de escolha por “exclusão”, fenômeno comportamental robusto, demonstrado experimentalmente pela seleção imediata de um estímulo de comparação indefinido, diante de um estímulo modelo também indefinido experimentalmente, sem uma história prévia que torne o estímulo de comparação discriminativo para a resposta de seleção. A exclusão tem sido extensamente replicada com uma preparação experimental de linha de base de discriminações condicionais auditivo-visuais. O presente estudo investigou a ocorrência da exclusão quando apenas estímulos visuais são utilizados como modelos e comparações. Dois experimentos empregaram os mesmos arranjos experimentais dos estudos prévios, substituindo os modelos auditivos pelos visuais, com a linha de base para os testes de exclusão envolvendo um mesmo modelo relacionado a vários estímulos de comparação (Experimento I) ou vários modelos relacionados a um mesmo estímulo de comparação (Experimento II). Nove crianças de 4 a 5 anos foram expostas à seguinte seqüência experimental: (a) estabelecimento de uma linha de base de discriminações condicionais visuais um para um; (b) testes de exclusão; (c) ampliação da linha de base pelo ensino de discriminações condicionais inter-relacionadas; (d) novos testes de exclusão; e (e) testes de formação de classes de estímulos. Todos os participantes adquiriram as discriminações condicionais e apresentaram o responder por exclusão e a formação de classes de equivalência. Esses resultados estendem as descobertas sobre a escolha por exclusão, demonstrando que não é dependente do envolvimento da modalidade auditiva, e fortalecem a noção de que esse comportamento emergente tem origem nos mesmos processos básicos envolvidos na formação de classes de equivalência. Palavras-chave: exclusão, comportamento emergente, discriminação condicional, topografia de controle de estímulos, controle por seleção, controle por rejeição


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v2i2.816