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CLASSES FUNCIONAIS E DE EQUIVALÊNCIA DERIVADAS DE LINHA DE BASE DE DISCRIMINAÇÕES SIMPLES E CONDICIONAIS EM CRIANÇAS

Daniela de Souza Canovas, Lidia Maria Marson Postalli, Deisy das Graças de Souza

Resumo

Classes funcionais podem ser estabelecidas a partir do ensino de discriminações simples e reversões repetidas. Apesar de eficiente, esse procedimento pode favorecer a ocorrência de erros, com possíveis interferências na formação de classes. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de um procedimento de ensino sem reversões sobre a aprendizagem de discriminações simples e condicionais, sobre a transferência de funções entre estímulos e sobre a formação de classes funcionais e de equivalência, em crianças pré-escolares. As crianças aprenderam três discriminações simples, e os estímulos S+ e S– de um desses pares eram incluídos como modelos em uma tarefa de discriminação condicional, com um novo par de estímulos de comparação. Os seis participantes aprenderam as discriminações simples e condicionais, com um número relativamente pequeno de erros. As sondas eram misturadas com tentativas de linha de base de discriminação simples e condicional. Nas sondas de discriminação simples com o par de estímulos que só haviam tido função de estímulos de comparação, todas as crianças selecionaram o estímulo que havia sido correlacionado com o modelo que teve função de S+ na linha de base de discriminações simples (transferência de funções). Nos testes de discriminações condicionais, três participantes apresentaram emergência (imediata ou atrasada) de novas relações, o que pode ser interpretado como formação de classes funcionais. Dois dos participantes foram, então, expostos ao ensino de novas discriminações condicionais e responderam nas sondas de discriminação simples e condicional de acordo com as funções de estímulo estabelecidas no treino (formação de classes funcionais e de equivalência). A variabilidade entre participantes foi similar à observada em procedimentos com reversão, que geraram mais erros do que este estudo, o que sugere que a ocorrência de erros não é uma variável crítica na explicação da variabilidade. Palavras-chave: discriminação simples, discriminação condicional, classes funcionais, classes de equivalência, crianças pré-escolares.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rebac.v6i1.990