A natureza da subsunção: do valor à valorização do valor
Resumo
Esse artigo analisa a natureza da subsunção no capitalismo, explorando sua relação com a valorização do valor e a transformação das formas produtivas não capitalistas. O objetivo central é compreender como a subsunção, tanto formal quanto real, opera na apropriação do trabalho e dos territórios pelo capital, especialmente em espaços periféricos, como a Amazônia. O estudo discute a passagem do valor de uso para o valor de troca e a forma como o capitalismo se sustenta pela incorporação de formas produtivas distintas, ainda que subordinadas. A metodologia empregada é de natureza teórico-conceitual, baseada na análise de textos clássicos do materialismo histórico-dialético, com ênfase nas obras de Karl Marx, além de diálogos com autores contemporâneos. Também são utilizadas pesquisas empíricas sobre dinâmicas territoriais e processos de subsunção na Amazônia, incorporando estudos de caso sobre a integração de comunidades locais ao circuito capitalista. Os principais resultados indicam que a subsunção formal e real são processos fundamentais para a expansão do capital, demonstrando que as formas produtivas periféricas, embora pareçam externas ao capitalismo, já operam sob sua lógica. O estudo refuta a ideia de que o capitalismo depende de modos de produção não capitalistas para sua continuidade, argumentando que sua reprodução ocorre através da subordinação e destruição de suas próprias formas anteriores. A análise territorial da Amazônia exemplifica como comunidades e atividades produtivas são integradas ao capitalismo de maneira subordinada, evidenciando a extração de tempo excedente e a imposição da lógica do valor de troca.
Palavras-chave
Subsunção; capitalismo; valor de troca; tempo extra; Amazônia.
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