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AMAZÔNICA é um periódico científico transnacional, voltado a promover o debate, a construção do conhecimento e a veiculação de resultados de pesquisas científicas relativas às populações amazônicas, nos quatro campos da antropologia.

São aceitos artigos em português, inglês, espanhol e francês. A revista publica artigos originais inéditos, relatórios de pesquisa, notícias de pesquisas em andamento, resenhas, traduções, resumos de teses e ensaios fotográficos.

UFPACAPES

ISSN 2176-0675 (on line)        Qualis B1

FI = 4.889 (Scientific Journal Impact Factor Value for 2013)

Notícias

Chamada para publicação: Dossiê Quilombos, ecologia, política e saúde: perspectivas antropológicas

Organizadores

Hilton P. Silva, PPGA/UFPA

José Mauricio Arruti, PPGA/UNICAMP

Segundo a Fundação Cultural Palmares, órgão oficial do governo, o Brasil conta com 3.386 comunidades quilombolas certificadas. Deste total, 386 comunidades (cerca de 10%) estão localizadas nos estados da região Norte, mas, se somarmos a estes os estados do Maranhão e do Mato Grosso, chegamos à estimativa de quase 1.260 comunidades. Ou seja, mais de um terço das comunidades certificadas do país está situada na Amazônia Legal. Em contraste com os números oficiais, o movimento Negro estima aproximadamente seis mil comunidades quilombolas. Por outro lado, apenas 178 delas tiveram seus territórios titulados. A falta de garantia jurídica do território, a extinção das políticas públicas diferenciadas, o novo avanço dos grandes empreendimentos minerários, agropecuários e de infraestrutura, além do racismo histórico e estrutural deixam essas comunidades em uma situação de particular vulnerabilidade. É neste contexto que suas formas de ser e de gerir o espaço são confrontadas com um modelo de desenvolvimento que articula o autoritarismo dos projetos estatais à voracidade do capital privado, colocando-as no centro dos conflitos socioambientais que cruzam a Amazônia. Cabe à antropologia uma reflexão sobre as diferentes racionalidades, concepções de natureza e de desenvolvimento em situações de conflito; e sobre as mecânicas, mediações e escalas nas quais tais conflitos são produzidos e se desdobram, tendo impacto inclusive na saúde das pessoas, das populações e do ambiente. Este número temático de Amazônica - Revista de Antropologia, visa contribuir para ampliar as informações e análises disponíveis sobre os grupos quilombolas do Brasil e da Amazônia, além de apostar na produção de uma abordagem complexa da construção do conhecimento sobre essas populações, e na formulação e implementação de políticas públicas voltadas às suas necessidades e demandas.

Serão considerados para potencial publicação artigos em todos os campos da antropologia e áreas afins, abordando quaisquer aspectos da temática conforme delineado na chamada. Todos os artigos submetidos serão analisados pelos organizadores e por pareceristas independentes.

Prazo para a submissão de artigos: 31 de março de 2020.

 
Publicado: 2019-11-13

Chamada para publicação: Dossier Quilombos, ecología, política y salud: perspectivas antropológicas

Organizadores

Hilton P. Silva, PPGA/UFPA

José Mauricio Arruti, PPGA/UNICAMP

 

Según la Fundación Cultural Palmares, organ oficial del gobierno, Brasil cuenta con 3.386 comunidades quilombolas certificadas. De este total, 386 comunidades (cerca del 10%) están localizadas en los estados de la región Norte, pero, si se suman a éstos los estados de Maranhão y de Mato Grosso, llegamos a la estimativa de casi 1.260 comunidades. O sea, más de un tercio de las comunidades certificadas del país está situada en la Amazonia Legal. En contraste con los número oficiales, el movimiento negro estima aproximadamente seis mil comunidades quilombolas. Por otro lado, tan sólo 178 de ellas tuvieron sus territorios titulados. A falta de garantía jurídica del territorio, la extinción de las políticas públicas diferenciadas, el nuevo avance de los grandes empreendimentos mineros, agropecuários e de infraestrutura, además del racismo histórico y estructural dejan a tales comunidades en una situación de particular vulnerabilidad. Es en este contexto que sus formas de ser y de regir el espacio son confrontadas con un modelo de desarrollo que articula el autoritarismo de los proyectos estatales a la voracidad del capital privado, colocándolas en el centro de los conflictos socioambientales que cruzan la Amazonia. Cabe a la antropología una reflexión sobre las diferentes racionalidades, concepciones de naturaleza y de desarrollo en situación de conflicto; y sobre las mecánicas, mediaciones y escalas en las cuales tales conflictos son producidos y se desdoblan, teniendo impacto inclusive en la salud de las personas, de las poblaciones y del ambiente. Este número temático de Amazônica - Revista de Antropologia, pretende contribuir a ampliar la información y los análisis disponibles sobre los grupos quilombolas de Brasil y de la Amazonia, además de apostar en la producción de un abordaje complejo de la construcción del conocimiento sobre esas poblaciones, y en la formulación e implementación de políticas públicas orientadas a  sus necesidades y demandas. 

 

Serán considerados para potencial publicación artículos en todos los campos de la antropología y áreas afines, abordando cualquier aspecto de la temática conforme se describe en la convocatoria. Todos los artículos enviados serán analizados por los organizadores y por revisores independientes.

Prazo para a submissão de artigos: 31 de março de 2020.

 
Publicado: 2019-11-13

v. 11, n. 1 (2019)


Imagem retratando o ex-garimpeiro Sr. Toim,
publicada no ensaio fotográfico de autoria de Carlos de Matos Bandeira Junior e Rubens Elias da Silva. Foto: Carlos Bandeira Jr. (2018).