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Entre cordéis e encantados: interagências e hibridismos no Paganismo Piaga

Nico Gerhardt dos Santos

Resumo

Este artigo analisa o Paganismo Piaga, vertente neopagã surgida no Piauí a partir de 2007, compreendendo-o como uma experiência religiosa contemporânea marcada por interagências entre humanos, encantados, divindades e outras alteridades não humanas. A partir de revisão bibliográfica especializada e da análise qualitativa da literatura de cordel produzida por seus adeptos, examinam-se os processos de hibridismo cultural que articulam influências europeias, indígenas, africanas e narrativas populares regionais. Destacam-se entidades como a Comadre Fulozinha e as chamadas “divindades das palmeiras” da Mata dos Cocais, evidenciando seu papel na construção identitária, na relação com o território e na sacralização da paisagem. Argumenta-se que o Piaganismo mobiliza a literatura e a oralidade como dispositivos de preservação simbólica de ecossistemas, mitos e práticas rituais, oferecendo um campo analítico relevante para reflexões antropológicas sobre territorialidade, religião e alteridades não humanas.

Palavras-chave: Paganismo Piaga. Encantados. Literatura de cordel. Territorialidade.


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DOI: http://dx.doi.org/10.1852/c4c.v9i2.19999

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