De-trans-contracolonialidade: caminhos de autonomia e reexistência para Viver em Plenitude
Resumo
O artigo apresenta uma reflexão entretecida a partir da experiência vivida por duas coautoras e um coautor na disciplina Viver, conviver e gerar vida em plenitude: pesquisa sociopoética para a organização do conhecimento. A proposta, desenvolvida no âmbito acadêmico, buscou tensionar e ampliar as formas de aprender e conviver, aproximando saberes científicos, artísticos e ancestrais. Por meio da sociopoética e da abordagem de-trans-contracolonial, a experiência possibilitou compreender a aprendizagem como prática viva, relacional e crítica, em que o conhecimento emerge do encontro entre pessoas e mundos diversos. As trajetórias de coautoria se entrelaçaram nesse percurso, compondo o conceito de Autonomiau – um modo de aprender em liberdade, nutrido pela curiosidade, pela escuta e pela criação compartilhada. O texto evidencia que a plenitude de vida se constrói na confluência entre autonomia e comunidade, razão e sensibilidade, ciência e vida. Ao propor uma educação baseada no diálogo, na reciprocidade e na integração orgânica com todos os seres da natureza, o artigo afirma o aprender como gesto político e poético de resistência às lógicas coloniais, e o viver em plenitude como horizonte ético e existencial. É nesse horizonte que se inscreve o conceito de transcolonialidade, compreendido como uma prática cotidiana de cuidado, diálogo e vínculo; uma pedagogia da escuta que atravessa e fecunda as tensões entre as práticas decoloniais, que atravessam as instituições sociais, e as contracoloniais, protagonizadas pelos povos quilombolas, indígenas e tradicionais.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20052
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