De gatos a lagartos: o espírito contracolonial na formação docente e na educação em ciências
Resumo
Neste artigo propomos um deslocamento epistemológico na formação docente e no ensino de ciências, inspirado na cosmologia Kaingang e nas metades Kamé e Kanhru. A partir do símbolo Lagartonomiau, articulam-se experiências formativas vivenciadas na disciplina Viver em Plenitude, com saberes ancestrais amparados nos mitos, marcas, dualidade e confluência. Objetiva repensarmos práticas formativas e o ensino de ciências pautados em epistemologias que valorizam reciprocidade, equilíbrio e interdependência. A abordagem é qualitativa, narrativa e teórico-reflexiva, integrando mito, memória e experiência. Através de um exercício formativo de reconhecimento de marcas e parentescos com plantas e animais, fomenta uma perspectiva contracolonial de aprendizagem. Conclui-se que a sabedoria do lagarto e a cosmologia Kaingang oferecem caminhos potentes reestabelecendo vínculos entre ciência, vida e natureza.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20057
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