Ancestralidade feminina: práticas de resistência e re-existência nos territórios quilombolas e indígenas
Resumo
Ao articular passado, presente e futuro, as mulheres mobilizam um legado para sustentar a existência e a re-existência coletiva. Neste trabalho, nascido de nossa vivência como mulheres e também dos saberes mobilizados na disciplina Viver em Plenitude, procura-se compreender e abordar a relação entre mulheres, território, cosmopolítica e ancestralidade a partir da perspectiva decolonial. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, visando uma percepção aprofundada de fontes documentais e bibliográficas, articulando-as com a experiência vivenciada pelas autoras como parte desse coletivo e com base em análise temática. Os resultados permitiram identificar como categorias centrais no estudo: corpo-território como resistência; ancestralidade e espiritualidade feminina e memória e transmissão de saberes. Conclui-se que as práticas de resistência e re-existência das mulheres quilombolas e indígenas evidenciam a força política e epistemológica que atravessa esses povos. Ao vincularem os eixos centrais citados, elas tensionam as fronteiras convencionais entre natureza e cultura, entre conhecimentos científicos e tradicionais, bem como entre ação política e espiritualidade.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20106
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