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Desestabilizando a contabilidade: relacionalidade, poder e autodeterminação econômica de Povos Originários

Andy Wear, Silvia Pereira de Castro Casa Nova

Resumo

Este estudo adota uma visão de mundo crítica e decolonial, entendendo a linguagem contábil como um mecanismo de reforço de poder sobre os povos originários. Assim, interroga como o uso prevalente da linguagem contábil pode perpetuar a marginalização econômica e cultural dos modos de vida e saberes dos povos originários. Fundamentando-se em abordagens relacionais e adotando o arcabouço teórico da contabilidade crítica dialógica, analisamos a linguagem utilizada em documentos oficiais para trazer à tona estruturas de poder ocultas. Os documentos analisados foram produzidos pelo Kaiela Institute e pela Rumbalara Aboriginal Co-operative, organizações da Nação Yorta Yorta. Propomos uma mudança na forma de comunicação e “mensuração” contábil para enfrentar o desequilíbrio de poder, denominando-a de contabilidade relacional. Nossos achados preliminares indicam que a linguagem contábil normaliza a marginalização econômica e reforça barreiras sistêmicas à autodeterminação dos povos originários, enquanto a contabilidade relacional reconhece os sistemas de conhecimento e valores desses povos, promovendo uma prática contábil de empoderamento.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20158

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