Formação e desenvolvimento de acervos de gênero e sexualidade nas bibliotecas para a justiça social
Resumo
O artigo discute a relação entre justiça social e Biblioteconomia, analisando como a formação e o desenvolvimento de coleções podem atuar no enfrentamento das desigualdades sociais nas bibliotecas brasileiras. Partindo de uma perspectiva crítica e decolonial, o texto evidencia que os acervos bibliográficos historicamente refletem critérios hegemônicos marcados pela colonialidade do saber, resultando na invisibilização de grupos socialmente marginalizados, em especial da população LGBTQIAPN+. O estudo destaca o papel ético e político das pessoas bibliotecárias na construção de coleções representativas, capazes de combater o epistemicídio, fortalecer identidades e reparar silenciamentos históricos. Conclui-se que acervos voltados a gênero e sexualidade reafirmam as bibliotecas como espaços de resistência, inclusão, equidade e promoção da justiça social e epistêmica.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20071
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