Travessias educacionais e o Bem Viver: reflexões sobre vivências e intercâmbio de saberes na formação docente
Resumo
O presente trabalho consiste em um relato ensaístico que reflete sobre uma experiência formativa transformadora no âmbito da disciplina de pós-graduação da UFSC, Viver, conviver e gerar vida em Plenitude: pesquisa sociopoética. A partir da vivência em um curso universitário concentrado em quatro semanas, que culminou com as visitas à aldeia indígena Guarani Tekoá Pira Rupa e ao quilombo André Vidal (SC), duas educadoras de trajetórias distintas – uma socióloga brasileira e uma bióloga colombiana – analisam as fissuras de seus próprios modelos pedagógicos. Neste texto, tensionamos a hegemonia do pensamento eurocêntrico e positivista na docência, propondo um diálogo intercultural fundamentado na ancestralidade, na escuta e na coletividade. Por meio de uma autorreflexão crítica ancorada em autores como bell hooks, Fleuri e Freire, verificamos que o espaço orientado da (in)disciplina e a aproximação com os saberes dos povos originários e tradicionais possibilitaram intercâmbios e aprendizados profundos. Tais vivências têm nos permitido uma reconciliação vocacional e a construção de uma práxis educativa enraizada no território, no afeto e no compromisso com a transformação social.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rve.v0i1.20186
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