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Educação Ambiental e saberes indígenas: o que podemos aprender com eles?

Lucas Valério Campos, João Severino Filho

Resumo

Este artigo, recorte da dissertação Etnomatemática e Saber Ambiental: os conhecimentos expressos por povos indígenas nas pesquisas acadêmicas do PPGECII/UNEMAT, tem como objetivo compreender e teorizar os saberes e fazeres dos povos indígenas a partir da centralidade da visão de mundo como base fundadora de racionalidades outras. Adotando abordagem qualitativa e metodologia da História Oral, a pesquisa analisou dissertações, produtos educacionais e entrevistas com mestrandos indígenas do PPGECII. Os resultados revelam que a etnomatemática se apresenta como a manifestação do saber – um conhecimento impregnado pela prática, pela ancestralidade e pelo contexto em que é produzido –, enquanto a racionalidade ambiental indígena emerge de uma concepção relacional de ambiente, onde espiritualidade, território e corpo se entrelaçam. Concluímos que é a visão de mundo que orienta a racionalidade – e não o contrário –, e que os saberes indígenas desafiam os paradigmas fragmentados da modernidade, propondo uma ecologia dos saberes.


Palavras-chave

Etnomatemática; Racionalidade Ambiental Indígena; Saber Ambiental


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazrecm.v21i47.19229

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