Entre laudos, rótulos e potências: narrativas sobre o ensino de Matemática para estudantes autistas na escola inclusiva
Resumo
Este artigo discute o ensino de Matemática para estudantes autistas a partir das narrativas de profissionais da educação, analisando como diagnósticos, laudos e nomenclaturas excludentes moldam práticas escolares de inclusão e exclusão. A pesquisa fundamenta-se em referenciais teóricos da neurodiversidade, do modelo social da deficiência e da educação inclusiva, articulados às vivências de professores, gestores e equipes de apoio. A partir de uma abordagem qualitativa e narrativa, evidenciam-se tensões entre as políticas inclusivas e as práticas escolares concretas. A análise foi orientada pela Análise Temática de Conteúdo, inspirada em Bardin (2015), constatou-se que, embora as escolas declarem adotar práticas inclusivas, os rótulos institucionais e a dependência do laudo médico frequentemente se configuram como barreiras ao acesso pleno à aprendizagem matemática. Por outro lado, as narrativas também revelam estratégias pedagógicas que reconhecem a singularidade dos estudantes, apontando caminhos mais equitativos e humanizados para o ensino. Conclui-se que o ensino de Matemática para estudantes autistas exige deslocar o olhar do déficit para as potencialidades, promovendo práticas que valorizem a diversidade cognitiva e afetiva como parte constitutiva da escola.
Palavras-chave
Educação Matemática; Autismo; Inclusão Escolar; Neurodiversidade; Educação Especial
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PDFReferências
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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/amazrecm.v22i48.19693
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