Page Header

CHANGING BODIES IN “THE CITY OF PIRATES”: IS A “LAERTE” PEDAGOGY POSSIBLE TO SHAKE COLONIALITIES AND FASCISMS IMPOSED ON GENRES?

Fabiana Aparecida de CARVALHO (UEM), Adalberto Ferdnando INOCÊNCIO (UEM)

Abstract

The present work discusses the animated film “The Pirates City” (2018), directed by Otto Guerra and premiered by the cartoonist Laerte Coutinho, that corporates on-screen questions about her transgender process, the adoption of a transvestite identity for herself, and the critic/deconstruction of present masculinities in her works since the decade of 1980. In a succession of layers disposed of a bricolage of comic books, construction of scripts, interviews, protagonists' dilemmas, and historical contexts of power coloniality, from the individual, from nature, from gender, and from knowledge in Brazil, the animated film is a producing artifact of a cultural pedagogy to teach ways of being and thinking the “worldcystem” capitalistic – colonial – patriarchal, especially with the late scenery of a fascist neoconservative escalation at political and social territories of the country. Anchored in poststructuralist theorizations and in descolonial and (trans)feminist pluriepistemic benchmark, we have analyzed the animated film, highlighting as a “pirate pedagogy” can shake the normative codes of production of knowledge, speeches and practices imposed to bodies, also performing a different genealogy for the sexualities and genders of people from the (de)construction of a “new” physical body, but also epistemological, from Laerte.

Keywords: Transvestilities. Sexualities. Feminism. Coloniality.


References


ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

AGUIAR, Rafael dos Reis. Queer como desobediência epistêmica. Virtua Jus, Belo Horizonte, v.5, n. 8, p.381-397, 2020.

ANTRA. Dossiê dos assassinatos e da violência contra travestis e transexuais brasileiras em 2020. São Paulo: Expressão Popular, ANTRA, IBTE, 2021.

BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 11, p. 89-117, mai./ago., 2013.

BEIGUELMAN, Gizelle. Ataques a monumentos enunciam desavenças pelo direito à memória. 2020. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2021.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

BUTLER, Judith. Deshacer el género. Barcelona: Paidós Ibérica S. A., 2006.

CASTELEIRA, Rodrigo Pedro. (Des)pregamento e táticas nos cotidianos narrados por travestis. Curitiba: Brazil Publishing, 2021.

CÉSAR, Maria Rita de Assis. A diferença no currículo ou intervenções para uma pedagogia queer. Revista Educação Temática Digital, Campinas, v. 14, n. 1, p. 351-362, 2012.

DE CAMPOS, Rogério. Uma inovação brasileira: o fascismo servil. [17 de dezembro, 2018]. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2021.

DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Kafka-por uma literatura menor. Rio de Janeiro: Imago, 1977.

FOUCAULT, Michel. O corpo utópico – as heterotopias. São Paulo: N-1 Edições, 2013.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011a.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011b.

GUERRA, Otto; COUTINHO, Laerte. Cidade dos Piratas. Brasil: [s. n.], 2018. Animação. Português, (1h23min).

HARAWAY, Donna. Manifesto Ciborgue. IN: SILVA, Tomaz Tadeu (Org.). Antropologia do ciborgue. 2.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 33-118.

INOCÊNCIO, Adalberto Ferdnando; CARVALHO, Fabiana Aparecida de. Precisamos verdadeiramente de um verdadeiro sexo? O domínio ético (ser-consigo) no documentário “Laerte-se”. Revista Diversidade e Educação, v. 9, n. l, p. 45-65, jan./jun., 2021.

LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, ANPED, n. 19, p. 20-28, abr., 2002.

LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, v. 3, n. 22, p. 935-952, 2014.

MADDOX, Cleberson Diego Gonçalves; CARVALHO, Fabiana Aparecida de; MAIO, Eliane Rose. Culturas, artes e “biologias”: pulverizar os pensares colonizados e marcar outros possíveis para as corpas, os gêneros e as sexualidades que não se dobram. In: ACCORSI, Fernanda A.; BALISCEI; João Paulo; TAKARA, Samilo. Como pode uma pedagogia viver fora da escola? Londrina: Syntagma Editores, 2021. p. 237-260.

MENDES, Toninho. Humor paulistano – a experiência da Circo Editorial (1984-1995). São Paulo: Editora SESI, 2014.

MIGNOLO, Walter. Histórias locais/projetos globais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

MIGNOLO, Walter. Desobediência Epistêmica: A opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF, n. 34, p. 287-324, 2008.

ODARA, Thiffany. Pedagogia da desobediência: travestilizando a educação. Devires. Salvador, BA, 2020.

OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. Por que você não me abraça? Reflexões a respeito da invisibilização de travestis e mulheres transexuais no movimento social de negras e negros. Sur, v. 15, n. 28, p. 167-179, 2018.

PARAISO, Marlucy Alves. Gênero, Sexualidade e Heterotopia: Entre Esgotamentos e Possibilidades nos Currículos. In RIBEIRO, Paula et al (orgs.). Corpo, gênero e sexualidade: resistência e ocupa(ações) nos espaços de educação. Rio Grande: Ed. FURG, 2018. p. 07-28.

PELBART, Peter Pál. Ensaios do assombro. São Paulo: N-1 Edições, 2019.

PINHEIRO-MACHADO, Rosana; FREIXO, Adriano de (orgs.). Brasil em transe: bolsonarismo, nova direita e desdemocratização. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2019.

PRECIADO, Paul B. Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. São Paulo: N-1 Edições, 2014.

PRECIADO, Paul B. Aprendendo do vírus. São Paulo: N-1 Edições, 2020.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade, poder, globalização e democracia. Revista Novos Rumos, Marília, n. 37, p. 01-25, ano 37, 2002.

RIBEIRO, Paula Regina Costa. Inscrevendo a sexualidade: discursos e práticas de professoras das séries iniciais do ensino fundamental. 2002. 126 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002.

SEGATO, Rita Laura. 2018. Entrevista cedida a Jorge Gestoso / Rumbo a CLACSO. Disponível em: < https://bityli.com/GXyzw5>. Acesso em: 22 ago. 2021.

SEGATO, Rita Laura. 2020. Entrevista cedida à Astrid Pikielny. O maior sentido da liberdade está na incerteza. Disponível em: . Acesso em: 22 ago. 2021.

SKLIAR, Carlos. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

STANLEY, Jason. Como funciona o fascismo. Porto Alegre: L&PM Editores, 2020.

VEIGA-NETO, Alfredo. Incluir para excluir. In: LARROSA, Jorge; SKLIAR, Carlos. Habitantes de Babel. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p. 105-118.

VERGUEIRO, Viviane. 2016. Entrevista cedida ao Blog Boitempo. Estes tempos de golpe são tempos para encararmos as pseudo-virilidades. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2021.




DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v16i26.11140

Copyright (c) 2022 Fabiana Aparecida de Carvalho, Adalberto Ferdnando Inocêncio

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Indexing for:

 

 

Impact Factor 1.54


 Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License

Federal University of Pará - Abaetetuba Campus - EditorAbaete

Post-Graduate Program in Cities, Territories, and Identities (PPGCITI)

ISSN: 1806-0560 e-ISSN: 1982-5374

DOI: https://dx.doi.org/10.18542

         

Free counters!