ENTRE CAMINHOS E DESCAMINHOS: OS DESAFIOS, EMBARAÇOS E ENCANTAMENTOS DAS PESQUISAS PÓS-ESTRUTURALISTAS NA ÁREA DE EDUCAÇÃO, GÊNERO E SEXUALIDADE
Resumo
Neste artigo nos arriscamos a analisar os efeitos que as pesquisas pautadas na perspectiva pós-estruturalista produzem nas/os pesquisadoras/es que nela apostam. Para isso tomamos como análise as experiências de quatro pesquisadoras(es), um deles o orientador das(os) outras(os), no desenvolvimento de investigações que enfocaram as questões de gênero e sexualidade. Interrogamo-nos: quais as provocações, desarranjos e seduções possibilitadas pelas investigações pós-estruturalistas? O que as pesquisas produzidas com base na perspectiva pós-estruturalista tem a nos ensinar sobre a formação da(o) pesquisador(a)? Algumas vezes, essas pesquisas abalam as certezas que aprendemos com a modernidade, nos desnudando e problematizando esse lugar de pesquisador(a). Por outro lado, ao assumirmos os desafios e embaraços, nos reinventamos. Inclusive, os espaços escolares em que essas pesquisas adentraram nos provocaram a mudar de caminhos, a desistir de alguns propósitos e a tomar outros direcionamentos. Quiçá, as pesquisas pautadas na perspectiva pós-estruturalista abram os caminhos para enfrentarmos o (des)conhecido.
Texto completo:
PDFReferências
BARROS, J. D’A. A construção social da cor. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
BARBOSA, R. M.; AQUINO, E. M. L. de. Cultura sexual, ciência e política: uma entrevista com Richard Parker. Cadernos de Saúde Pública. v. 19, 2003.
BÍBLIA, A. T. Efésios. In BÍBLIA. Português. Bíblia de Referência Thompson. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição rev. e corr. Compilado e redigido por Frank Charles Thompson. São Paulo: Vida, 1992.
BIKO, S. Escrevo o que eu quero. Série Temas, vol. 21. Sociedade e Política. Trad. Grupo Solidário São Domingos. São Paulo: Ática, 1990 [1978].
BOGDAN, R; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Coleção Ciências da Educação. Porto Editora. Portugal, 1994.
CASTRO, R. P. de. Trajetórias de pesquisa, trajetórias de vida: experiência e constituição de um pesquisador. Revista práticas de linguagem, Juiz de Fora, v. 10, n. 2, p. 175-187, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/praticasdelinguagem/article/view/33210
DUQUE, T. Religiosidades e Educação Pública. In: MISKOLCI, R. JÚNIOR, J. L. (org.) Diferenças na Educação: outros aprendizados. São Carlos: EdUFSCar, 2014, 253 p.
FIGUEIREDO, R. S.; SOUZA, M. L. de. “Ave Maria, chegou a macumbeira!”: tensões no ensino da história e cultura afro-brasileira na escola. Diversidade e Educação, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 13–20, 2018. DOI: 10.14295/de.v6i1.8254. Disponível em: .
FIGUEIREDO, R. S; SOUZA, M. L. de. Trabalhar com viadagem na escola, por que não? Andanças, percalços e resistências de uma professora da educação básica. Revista Fórum Identidades, v. 32, p. 131-148, 2020. Disponível em: .
FOUCAULT, M. O sujeito e o poder. Rio de Janeiro: Forense, 2009.
FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. 7ed. - Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.
GUIMARÃES, A. S. A. Raça, cor, cor da pele e etnia. Cadernos de Campo, v. 20, p. 265-272, 2011.
LARROSA, J. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação. Campinas, n. 19, p. 20-28, 2002.
LARROSA, J. Literatura, experiência e formação: uma entrevista de Jorge Larrosa. In: COSTA, Marisa Vorraber (org.). Caminhos investigativos I: novos olhares na pesquisa em educação. 3 ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007, p. 129-156.
LARROSA, J. Experiência e alteridade em educação. Reflexão & Ação, Santa Cruz do Sul, v. 19, n. 2, p. 4-27, 2011.
LOURO, Guacira Lopes. Conhecer, pesquisar, escrever. Educação, sociedade & Cultura, nº 25, p. 235-245, 2007.
MARIANO, R. Igreja Universal do Reino de Deus: a magia institucionalizada. Revista USP. São Paulo. 1996.
MEYER, Dagmar Estermann; SOARES, Rosângela de Fátima. Modos de ver e se movimentar pelos “caminhos” da pesquisa pós-estruturalista em Educação: o que podemos aprender com – e a partir de – um filme. In: COSTA, Marisa Vorraber; BUJES, Maria Isabel Edelweiss (orgs.). Caminhos Investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.
OLIVEIRA, M. R. G. de. O Diabo em forma de gente: (R)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na educação. 1ª edição. Salvador: Editora Devires, 2020.
ROSA, A. R. Relações raciais e estudos organizacionais no Brasil. Rev. adm. contemp., Curitiba, v. 18, n. 3, p. 240-260, jun., 2014.
SANCHES, J. O lugar de fala é uma experiência carnal. In: NOGUEIRA, G. MBANDI, N; TRÓI, M. de (org.). Lugar de fala: conexões, aproximações e diferenças. 1ª edição. Salvador: Editora Devires, 2020, p. 43 – 47.
SANTANA, Thaís Santos. “Você vai adorar a professora, ela é ótima, ela é boca porca”: discursos construídos na disciplina educação para sexualidade em uma escola no campo. 2020. 188 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Formação de Professores) - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequié, BA, 2020.
SOUZA, L. M.; SOUZA, M. L. “Não morreram de amor, morreram de promiscuidade, morreram por descuido mesmo”: discursos de professoras sobre tendenciosidades e vulnerabilidades ao hiv/aids mediados por artefatos culturais. Revista Debates Insubmissos, Caruaru, PE. Brasil, v.1, n.1, 2018.
VEIGA-NETO, Alfredo. Didática e as experiências em sala de aula: uma visão pós-estruturalista. Educação e Realidade, v. 21, n. 2, p. 161-175, jul./dez., 1996.
DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v16i26.11149
Direitos autorais 2022 Marcos Lopes de SOUZA (UESB), Laís Machado de Souza, Roniel Santos Figueiredo, Thaís Santos Santana

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Indexado por:
Licença International Creative Commons Atribuição Não Commercial 4.0
Universidade Federal do Pará - Campus de Abaetetuba - EditorAbaete
Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades (PPGCITI)
ISSN: 1806-0560 e-ISSN: 1982-5374
DOI: https://dx.doi.org/10.18542




























