O MEU PÉ DE LARANJA LIMA, COREIA E A IMAGINAÇÃO RELACIONAL
Resumo
Neste ensaio, pondero sobre a surpreendente popularidade do romance de José Mauro de Vasconcelos, Minha Doce Laranjeira na Coréia, primeiro por uma lente histórica e política, depois por uma cultural focada na relacionalidade - entendida no sentido da filosofia de diálogo de Martin Buber. Certamente, as semelhanças entre o Brasil e a Coreia durante seus anos autoritários podem potencialmente ajudar a explicar a popularidade inicial da obra na Coreia, onde permanece de longe a obra mais intimamente incorporada no país traduzida do português. Para dar conta de seu prestígio continuado no país mais de quarenta anos depois de ter sido inicialmente traduzido para o coreano, no entanto, considero-o à luz do que chamo de uma insistência teimosa do relacional e da imaginação, fundamentais para a cultura coreana em face de formas menos óbvias de repressão, estratificação social rígida e alienação ao longo da longa história do país.
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. (English)Referências
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Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades (PPGCITI)
ISSN: 1806-0560 e-ISSN: 1982-5374
DOI: https://dx.doi.org/10.18542




























