Revista Interdisciplinar Margens

INSURGÊNCIAS DE “MARIAS”: SABER ANCESTRAL, MEMÓRIAS E HISTÓRIAS QUE NÃO FORAM ESCRITAS

Victoria Guilherme Guedes de Moura, Thaís Pio Marques

Abstract

O artigo visa contribuir com o debate sobre as narrativas, com ênfase nas experiências e saberes das mulheres negras, historicamente marginalizadas. Utilizando o conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo (2020), uma pesquisa destaca a escrita como um ato de resistência e de ressignificação do passado, fundamental para dar voz e visibilidade às mulheres negras. A metodologia adotada revisita as histórias de personagens como as “Marias”, cujos saberes são transmitidos por meio da tradição oral, preservando sua sabedoria e resistência. O artigo propõe uma reflexão crítica sobre a importância de valorizar a ancestralidade e a potência das mais velhas, apoiando seu papel essencial na construção da identidade e história do Brasil. Dessa forma, busca-se celebrar as histórias dessas mulheres no presente e projetá-las para o futuro.

Palavras-chave: Mulheres negras. Ancestralidade. Oralidade. Tradição. Educação.

 

INSURGÊNCIAS DAS “MARIAS”: CONHECIMENTOS ANCESTRAIS, MEMÓRIAS E HISTÓRIAS QUE NÃO FORAM ESCRITAS

 

Resumo

O artigo busca contribuir para o debate sobre narrativas, com ênfase nas experiências e saberes de mulheres negras, historicamente marginalizadas. Utilizando o conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo (2020), a pesquisa destaca a escrita como ato de resistência e ressignificação do passado, essencial para dar voz e visibilidade às mulheres negras. A metodologia revisita as histórias de personagens como as “Marias”, cujo saber é transmitido pela tradição oral, preservando sua sabedoria e resistência. O artigo propõe uma reflexão crítica sobre a importância da valorização da ancestralidade e do poder das mulheres mais velhas, reconhecendo seu papel essencial na construção da identidade e da história do Brasil. Assim, busca celebrar as histórias dessas mulheres no presente e projetá-las no futuro.

Palavras-chave: Mulheres negras. Ancestralidade. Oralidade. Tradição. Educação.

 

 


References


AJAGUNA, Baba Guido Olo. ÒS̩ÙPÁ – A Lua. Odùdúwà Àrèmù, 2019. Disponível em: Acesso em 10 dez. 2024.

ARAÚJO, Mairce da Silva; BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza; PRADO, Guilherme Toledo. Sobre pesquisaformação, itinerários e diálogos. Revista Educação Unisinos. v. 25, 2021. Disponível em: Acesso em 20 mar. 2025.

CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1 . artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

EVARISTO, Conceição. A Escrevivência e seus subtextos. In: DUARTE, Constância Lima; NUNES, Isabella Rosado (orgs.). Escrevivência: a escrita de nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. -- 1. ed. -- Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, 2020.

FERNANDSE, Fernando. São Jorge, Ogum e a Lua como campo de batalha. Constelar, 2019. Disponível em: < https://constelar.com.br/tecnica-astrologica/astrologia-simbolismo/lua-campo-de-batalha/>Acesso em 10 dez. 2024.

GONZALEZ, Lélia. Primavera para as rosas negras – Lélia Gonzalez em primeira pessoa... Rio de Janeiro: Diáspora Africana, 2018.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo-afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. In: RIOS, Flávia; LIMA, Márcia (orgs.). Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

GUILHERME, Victoria. Minha avó Maria: memórias saudosas de uma neta. In: RIBEIRO, Maria Aparecida (org.). Sobre nossas avós: memória, resistência e ancestralidade. - 1 ª ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2021.

HAMPÂTÉ BÂ, Amadou. A tradição viva. In: História geral da África, I: metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. São Paulo: Ática; UNESCO, 1982. p. 181-218.

hooks, bell. TUDO sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2021.

KILOMBA, Grada. Memórias da plantação - Episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

LUZ, Margareth da. “Nasce uma nova Niterói”: representações, conflitos e negociações em torno de um projeto de Niemeyer. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 15, n. 32, p. 273-300, jul./dez. 2009. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/ha/a/XL5DzJXDNyxgW9pkfxkRYSn/?format=pdf〈=pt

> Acesso em 10 dez 2024.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de

Janeiro: Cobogó, 2023.

O FLUMINENSE. Teixeira de Freitas vive em paz depois que patrulha da PM voltou. Niterói, 15 set. 1976, p. 5.

SANTOS, Ynaê Lopes dos. História da África de Brasil afro-descendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017.

SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

SIMAS, Luiz Antonio; RUFINO, Luiz. Encantamento sobre política de vida. Rio de Janeiro: Morula, 2020.




DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v19i33.18227

Copyright (c) 2026 Victoria Guilherme Guedes de Moura, Thaís Pio Marques

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Indexação para:

 

 

Fator de Impacto  1,54


 Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

Universidade Federal do Pará - Campus Abaetetuba - EditorAbaete

Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios, Identidades e Educação (PPGCITE)

ISSN:  1806-0560  e-ISSN:  1982-5374

DOI:  https://dx.doi.org/10.18542

         

Contadores grátis!