VEREDAS DE DIZER(SE) XINGU: ANÁLISE DO PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA ESCRITA E DA LITERATURA POR ESTUDANTES RIBEIRINHOS DA RESEX RIO XINGU-AMAZÔNIA-BRASIL
Resumo
“Por que eu escrevo?”. Este trabalho traz uma reflexão sobre as respostas a essa pergunta elaborada por jovens estudantes ribeirinhos em uma atividade de língua portuguesa no Projeto de Formação de Professores Extrativistas da Terra do Meio – Magistério, na Reserva Extrativista (Resex) Rio Xingu. Por meio da reação desses estudantes, buscou-se pensar o caráter ambivalente/não absoluto da escrita como bem simbólico; o direito à literatura como prática humana e humanizadora socialmente situada/atualizada, mas universalmente presente como vocação humana; a função social da educação escolar como lugar de potencialização dessa vocação. Além de ter em vista, prática da escrita, leitura e literatura enquanto um gesto de insubordinação de grupos socio-culturais subalternizados, funcionando como um instrumento político na luta por direitos sociais e um meio de tecer discursos sobre si mesmos no contexto amazônico.
Texto completo:
PDFReferências
BASTOS, Liliana Cabral. Narrativa e vida cotidiana. SCRIPTA, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 118-127, 1º sem. 2004.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: _____. Vários Escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul/ São Paulo: Duas Cidades, 2011.
EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita. In: ALEXANDRE, Marcos Antônio (Org.). Representações performáticas Brasileiras: Teorias, Práticas e suas interfaces. Belo Horizonte: Mazza, 2007.
BRASIL – MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Plano de Manejo Participativo Reserva Extrativista Rio Xingu. Altamira – PA, fevereiro de 2012. Disponível em: . Acesso em 24 de fev. de 2020.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo. São Paulo: 1960. Disponível em: . Acesso em 10/ de fev. de 2020.
LAHIRE, Bernard. L’ invention de l’ “illetrisme”. Paris : La Découverte, 2005.
LOPES, Raquel. O letramento selvagem: um estudo sócio-antropológico da apropriação da escrita por trabalhadores rurais assentados em área de reforma agrária na região da Transamazônica. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Pará, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais/Doutorado em Antropologia, Belém/PA, 2009.
MATA, Inocência. No fluxo da resistência: A literatura, (ainda) universo da reinvenção da diferença. Gragoatá – Revista dos programas de pós-graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense. Niterói, n. 27, p. 11-31, 2. sem. 2009.
PRAZERES, Maria Sueli Corrêa dos. Educação do Campo e Pedagogia da Alternância no Brasil e na Amazônia: Bases Históricas. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n. 52, p. 357-371, 2013. Disponível em:
. Acesso em 24 de fev. de 2020.
SANTIAGO, Silviano. O entre-lugar do discurso Latino-americano. In: Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. Disponível em:
. Acesso em 29 de fev. de 2020.
UFPA – UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA, ESCOLA DE APLICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Guia Didático do Curso de Formação de Professores Extrativista da Terra do Meio – PA. Belém: 2015. Mimeo.
DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v20i34.18233
Direitos autorais 2026 Dimitria Leão, Dimitria Leão

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Indexado por:
Licença International Creative Commons Atribuição Não Commercial 4.0
Universidade Federal do Pará - Campus de Abaetetuba - EditorAbaete
Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades (PPGCITI)
ISSN: 1806-0560 e-ISSN: 1982-5374
DOI: https://dx.doi.org/10.18542




























