Margens: Revista Interdisciplinar

BIOPOLÍTICA, LITERATURA NA AMAZÔNIA E QUESTÕES INDIGENAS EM RORAIMA: apontamentos sobre a vida nua

Huarley Mateus do Vale Monteiro, Daiana Nascimento dos Santos

Resumo

Propomos neste artigo, analisar as relações entre biopolítica, literatura na Amazônia e questões indígenas tendo em vista a gestão da vida e de territórios pelo formas de poder constituídos. Nas obras analisadas, o contexto Amazônia configura-se nas políticas de exploração econômica e intervenções que atingem grupos historicamente subalternizados. O entendimento de vida nua reverbera as práticas de eliminação e dá visibilidade aos corpos (In)Dóceis e suas lutas por territórios, contrariando o silenciamento das identidades. Analisamos obras de autores como: Dalcídio Jurando, Márcio Souza, Milton Hatoum e Nenê Macaggi com a intenção de apontar uma escrita historiográfica e processo de violações de direitos. As análises teórico-metodológica ganham força na Teoria Literária e na Filosofia, articulados pela análise textual dos discursos de base foucaultiana: (Michel Foucault; Giorgio Agamben; Roberto Esposito; Achille Mbembe) e, ainda, na literatura (Sarmento-Pantoja, 2011; Seligmann-Silva, 2003; entre outros). Acreditamos que os resultados destas análises nos possibilitam maior compreensão quanto aos efeitos da Biopolítica e suas representações no campo artístico produzidos na região amazônica, principalmente quando se aborda o corpo matável.

 

Palavras-chave: Biopolítica. Literatura amazônica. Corpo (In)Dócil. Vida nua


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v20i34.20309

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