TABU E PODER POLÍTICO: UM ESTUDO DA INTERDIÇÃO FEMININA NA TRADIÇÃO RELIGIOSA AFRO-PARAENSE MINA NAGÔ
Resumo
Muito já foi estudado pela Historiografia e pela Antropologia afroreligiosa
a respeito do importante papel exercido pelo gênero feminino, em que
este gênero pode, em igual patamar que seu sexo oposto, administrar os espaços sagrados como sacerdotes ou sacerdotisas (SILVA, 2009). Por outro lado, na religião Mina Nagô, tradição afro-paraense, é criado, em seus intramuros, o tabu menstrual, em que a mulher é interditada durante este período. Dessa forma, este artigo busca analisar este tabu em casas de santo de Mina Nagô, do município de Abaetetuba-PA, onde este elemento simbólico é ultrapassado para o social (DOUGLAS, 2010) e se torna um importante meio de interdito do feminino, o qual fica restrito às funções políticas e administrativas, durante este período. Assim, o tabu menstrual tem a função de diminuir ou abafar o poder político do feminino no interior da referida religião em que a mulher também pode ser o importante pilar.
Palavras-Chave: Gênero. Tabu Menstrual. Poder Político.
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PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v8i11.3244
Direitos autorais 2016 Revista Margens Interdisciplinar
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Universidade Federal do Pará - Campus de Abaetetuba - EditorAbaete
Programa de Pós-Graduação em Cidades, Territórios e Identidades (PPGCITI)
ISSN: 1806-0560 e-ISSN: 1982-5374
DOI: https://dx.doi.org/10.18542




























