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DEVIR-LOBO NA INFÂNCIA: KIPLING E SUA MATILHA

Deniz Alcione Nicolay

Resumo

O propósito deste ensaio é o de reinterpretar a noção de desejo na infância, tal como ensinado e categorizado pelas contribuições psicanalíticas. Nesse sentido, procura refutar a triangulação edipiana, como única forma de entender a produção inconsciente, já que está inibe o desejo nas malhas do pensamento representacional. Por isso, entende a infância como uma verdadeira máquina desejante e pensá-la, dessa forma, significa partilhar das concepções desenvolvidas por Deleuze e Guattari no seu Anti-Édipo. Entretanto, é apenas nos Mil Platôs que as pistas para esse ensaio são delineadas. Apropriando-se dos conceitos de devir-animal e de matilha, ele realiza, à luz da Filosofia da Diferença, aproximações com a obra literária de Rudyard Kipling. De maneira muito especial, o Livro da Selva é o exemplo mais ilustre da produção desejante na infância. Assim, verifica-se a inversão da lógica freudiana: do sujeito que deseja algo, por devires pré-individuais, multiplicidades, espalhadas pela floresta como a matilha de lobos.
Palavras-chave: Desejo. Infância. Devir-lobo. Matilha


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DOI: http://dx.doi.org/10.18542/rmi.v6i7.2814

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